
Passamos cerca de um terço de nossa vida dormindo. Dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas para manter-se saudável, melhorar a qualidade de vida e até aumentar a longevidade.
Os médicos sabem que o processo do sono é regido por um relógio biológico ajustado num ciclo de 24 horas. Os ponteiros desse mecanismo são moldados geneticamente e sua sincronia depende de fatores externos, como iluminação, ruídos, odores, hábitos, tipos de colchões, vida social etc.
Os especialistas acreditam que a principal peça dessa engrenagem é a melatonina - hormônio produzido no cérebro pela glândula pineal. Ele começa a ser secretado assim que o Sol se põe, como um aviso para o organismo se preparar para “dormir”.
Quando o processo tem início, a temperatura cai de 1 a 2o C e a pressão arterial também sofre uma leve queda. Daí ao primeiro cochilo é um piscar de olhos.
Em 1953, descobriu-se a existência de uma fase de sono profundo, justamente quando sonhamos. A novidade foi batizada de REM (Rapid Eyes Moviment - Movimento Rápido dos Olhos). Hoje os cientistas já sabem que o sono se divide em cinco fases, repetidas em ciclos, durante a noite.
Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida. Ou seja: sem o merecido descanso, o organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas.

Em estudo realizado pela Universidade de Chicago - EUA, onze pessoas com idades entre 18 e 27 anos foram impedidas de dormir mais de quatro horas durante seis dias. O efeito foi assustador. No final do período, o funcionamento do organismo delas era comparável ao de uma pessoa de mais de 60 anos. E os níveis de insulina eram semelhantes aos dos portadores de diabetes.
Em pesquisas de laboratório, ratos usados como cobaias não agüentaram mais de dez dias sem dormir. A conseqüência: morte por infecção generalizada.
Enquanto ficamos na cama, uma espécie de exército de reconstrução atua recuperando as “baixas” acumuladas no período que ficamos acordados. Isso prepara o corpo para a guerra do dia seguinte.
Durante o sono profundo, as proteínas são sintetizadas em grande escala. Isso tem o objetivo de manter ou expandir as redes de neurônios ligados à memória e ao do crescimento. Este garante ao indivíduo longevidade com maior jovialidade. Também regula os níveis de outras substâncias responsáveis pela regeneração de células e cicatrização da pele.
aprendizado. Nesse processo, o cérebro comanda a produção e a liberação de hormônios, como a melatonina e o próprio hormônio do crescimento. Este garante ao indivíduo longevidade com maior jovialidade. Também regula os níveis de outras substâncias responsáveis pela regeneração de células e cicatrização da pele.
1ª fase:
É a fase do adormecimento. Essa fase pode durar de alguns instantes até 15 minutos e ocupa de 5% a 8% da noite de sono. Funciona como uma espécie de zona intermediária entre estar acordado e dormindo. O cérebro produz ondas irregulares e rápidas e a tensão muscular diminui. A respiração fica suave e os pensamentos do mundo desperto flutuam pela mente. Se for acordada nessa fase, a pessoa reagirá rapidamente, negando que estava dormindo.
2ª fase:
De um sono mais leve.
A temperatura corporal e os ritmos cardíaco e respiratório diminuem. As ondas cerebrais diminuem ainda mais. Essa fase ocupa de 45% a 55% do tempo total do sono, durando cerca de 20 minutos. As ondas do cérebro alongam-se, regularizam-se e são afetadas somente por alguma atividade elétrica isolada e repentina. Nesta fase, a pessoa cruza definitivamente o limite entre estar acordada e dormindo. Se alguém levantar suavemente a pálpebra de uma pessoa nessa fase do sono, ela não acordará. Os olhos já não respondem a um estímulo.
3ª fase:
O corpo começa a entrar no sono profundo. As ondas cerebrais tornam-se grandes e lentas. É uma fase rápida. Dura cerca de dez minutos por ciclo, o que corresponde a uma média de 5% do tempo na cama.
4ª fase:
É o sono profundo, onde o corpo se recupera do cansaço diário. Essa fase é fundamental para a liberação de hormônios ligados ao crescimento e para a recuperação de células e órgãos. Dura cerca de 55 minutos, não mais que 20% da noite. A pessoa fica totalmente inconsciente. Está tão fora do mundo que nem uma tempestade poderá acordá-la.
Sono REM:
A atividade cerebral está a pleno vapor e desencadeia o processo de formação dos sonhos. Os músculos ficam paralisados, as freqüências cardíaca e respiratória voltam a aumentar e a pressão arterial sobe. É o momento em que o cérebro faz uma espécie de faxina geral na memória. Fixa as informações importantes captadas durante o dia e descarta os dados inúteis. Durante o REM, os músculos longos do tronco, os braços e as pernas estão paralisados, mas os dedos das mãos e dos pés podem contrair-se. O fluxo sanguíneo em direção ao cérebro aumenta e a respiração fica mais rápida e entrecortada. REM é a fase dos sonhos vividos. Se a pessoa for acordada aqui, provavelmente recordará fragmentos de suas fantasias. Depois de 10 minutos de REM volta-se a descer às fases de sono quieto.
Nas primeiras horas da noite predomina o REM. Pela manhã, percorre-se de quatro a cinco vezes o circuito do sono completo.
Trabalhador incansável:
Acompanhe o que o organismo está fazendo enquanto você dorme

Liberação de hormônio:
Na infância, cerca de 90% do hormônio do crescimento são liberados durante o sono. Crianças que dormem mal têm mais chances de ter problemas no seu desenvolvimento físico.
Elimina o estresse:
Uma noite bem-dormida evita que o organismo acumule altos teores de cortisona. Esse hormônio, produzido pelas glândulas supra-renais, é liberado em situações de estresse e contribui para aquele insuportável mau humor depois de uma noite em claro.
Reposição de hormônio:
O hormônio do crescimento continua sendo liberado mesmo na fase adulta. Embora em doses menores, isso continua acontecendo durante o sono. Em gente grande, ele evita a flacidez muscular e garante vigor físico.
Imunidade:
Durante o descanso, o corpo libera as interleucinas: substâncias que ajudam o organismo a se defender de invasores, como vírus e bactérias.
Apetite em equilíbrio:
É durante o sono que o organismo libera maior quantidade de leptina, o hormônio que controla a sensação de saciedade e mantém as pessoas longe dos eventuais ataques à geladeira durante a madrugada.
Envelhecimento precoce e tumores:
Enquanto uma pessoa dorme, o organismo se livra com mais facilidade dos radicais livres, moléculas que podem causar o envelhecimento precoce e até tumores.
Memória:
O sono interfere na regulação térmica do cérebro, a função essencial para o bom funcionamento dos mecanismos de memória e da vida psíquica.
Fixação de informações:
Estudos indicam que a fase do sono REM é responsável pela fixação de informações incomuns e estressantes enquanto o sono não REM (fases 1 a 4) se encarrega das informações de conteúdo emocionalmente neutro.

Não há uma fórmula para definir qual deveria ser a duração adequada de um bom sono noturno.
Acreditar que todas as pessoas necessitam da mesma quantidade de sono é tão absurdo quanto crer que cada uma deva ingerir a mesma quantidade de alimentos todos os dias.
Podemos supor que sete horas e meia sejam uma média adequada. Sem dúvida, podemos afirmar que só uma ou duas pessoas em cem sintam-se bem com um sono de cinco horas ou somente uma pequena minoria precisa do dobro.
Cada indivíduo parece ter um apetite inato de sono que provém de sua programação genética tanto como a cor de seu cabelo, pele ou peso corporal.
Uma maneira simples de investigar sobre sua necessidade de horas de sono é levantar todas as manhãs na mesma hora, não importando a hora em que foi deitar no dia anterior. Você está atordoado depois de cinco ou seis horas de sono? Talvez uma hora a mais lhe desse mais energia? Seria muito agregar duas horas?
Se prestarmos atenção na linguagem de nosso corpo e respondermos estas perguntas relacionando as repostas às horas de sono, poderemos determinar um hábito de sono adequado.
Outra alternativa válida é ter um diário de sono. Anote nele, durante uma semana, a que horas vai deitar e a que horas levanta; como sentia-se ao deitar e quanto tempo levou para dormir. Depois, anote como sentiu-se no dia seguinte. No final de cada semana, revise qual foi o dia em que se sentiu com maior energia e vitalidade. Controle quantas horas havia dormido no dia anterior e tome esta quantidade como o tempo máximo de horas que dedicará a dormir na próxima semana. Repita a metodologia e encontrará seu padrão.
Não existe uma fórmula para dormir menos e sentir-se bem depois. Mas pode ser uma questão de tempo.
A quantidade e qualidade de sono mudam com sua idade.

Bebê:
Nos seis primeiros meses de vida, os bebês dormem até 18 horas por dia. Até os três meses, o sono quase sempre se inicia direto pela fase REM. O bebê tem em média oito horas de sono REM por noite. Em nove meses essa percentagem cai para até 15%. Na idade de dez anos, uma criança precisa de nove a dez horas de sono.

Adolescente:
A pré-adolescência é a época onde se goza do melhor descanso na vida de uma pessoa. Um pré-adolescente leva de cinco a dez minutos para dormir, dorme nove horas e meia e em 95% do tempo está imerso em um sono profundo e contínuo. Eles têm mais tendência à sonolência excessiva diurna. Dormir mais tarde e conseqüentemente atrasar o horário de acordar se deve a modificações dos ritmos biológicos, que recebem uma ajudinha das festas e do turbilhão hormonal típico da puberdade.

Adultos:
Na idade adulta, normalmente sete horas e meia fornecem um descanso adequado. Alcançamos a maturidade do sono perto dos 19 anos de idade. A necessidade diária da maioria dos indivíduos passa a ser de dormir oito horas. Porém, pesquisas mostram poucos os que conseguem cumpri-las. A média fica pouco acima de sete horas por dia.

Velhice:
Seis horas normalmente são suficientes.
O passar dos anos não afeta somente a quantidade, mas também a qualidade do sono. Assim como da infância para a idade adulta o tempo de sono diminui em 50%, os períodos REM ficam menos profundos.
Aos sessenta e cinco anos, a proporção de um sono profundo, para ambos os sexos, é a metade de quando se tem 25 anos. Tanto a primeira quanto a segunda fase de sono aumentam. O REM cai para um quinto. Nas idades avançadas, o sono é cada vez mais fragmentado e é muito elevado o número de vezes que se tem a fase de sono próxima à consciência. Uma pessoa saudável de setenta a setenta e cinco anos, com uma média de sete horas de sono, pode estar até 153 vezes próxima do Despertar Súbito, enquanto que em um mesmo período um jovem de vinte e cinco anos somente estará 10 vezes próximo ao Despertar Súbito.
Alguns problemas para dormir surgem como respostas à agressão exercida sobre o nosso ritmo biológico normal.
Corujas noturnas:
Indivíduos que têm maior energia ao entardecer, quando a grande maioria está cansada. Essas pessoas têm um ritmo de temperatura corporal diferente da normal, frio e lento pela manhã e com mais calor e energia pela noite. Para mudar o ritmo, necessita-se da reeducação de seus hábitos, através de terapia conduzida por especialistas.
Cotovias:
Indivíduos com uma síndrome oposta à anterior. Eles sempre acordam muito cedo, não importando a hora em que foram dormir. Com o passar dos anos, muitas pessoas dormem cada vez mais cedo e levantam-se antes do amanhecer. Para recompor o relógio biológico, necessita-se o mesmo esforço que no caso anterior.
Problemas com fuso horário:
Os aviões atuais cruzam oceanos e continentes em somente algumas horas, mas nosso organismo não está preparado para uma mudança assim tão brusca. Geralmente, diante de mudanças bruscas, o organismo necessita de um dia para recompor ou reajustar seu relógio biológico. Quanto mais avançada a idade, mais marcante será a desordem e mais lenta será a recuperação. Deve-se viajar de dia para descansar à noite e reiniciar a atividade no dia seguinte.

Trabalhos e turnos rotativos:
As pessoas que devem mudar seu trabalho de horário diurno para noturno têm média de 5 a 6 horas de sono e manifestam maior fadiga, problemas psicológicos, digestivos e até no casamento. Não importando os tipos de tarefas que desempenham, apresentam o dobro de distúrbios descansando, do que aquelas pessoas que trabalham sempre de dia. Por isto, os regimes de trabalho nestas condições são específicos e assegurados
O que você faz ou não faz do amanhecer ao entardecer causa um enorme impacto sobre o seu descanso da noite até a manhã. A melhor maneira de garantir um bom sono noturno é revisar as atividades que você desenvolve muito antes de ir para a cama. Estes são os dez conselhos para ajudá-lo a descansar melhor:
Mantenha horários regulares:
Trate de levantar-se sempre na mesma hora, não importando a hora que tenha ido deitar-se. Se você deita-se tarde na sexta-feira e no sábado para levantar-se muito tarde no domingo, com certeza na segunda-feira terá problemas no trabalho, pois no domingo à noite terá sofrido de insônia. Se viajar muito, tente conservar sua rotina e volte a ela logo que possa.

Faça exercícios regularmente:
Com não mais de vinte ou trinta minutos diários de caminhada, jogging, natação, bicicleta ou a prática de algum esporte 3 vezes por semana, você alcançará sua meta de chegar à cama relaxado, tanto física quanto mentalmente. O melhor momento para realizar exercícios que beneficiem um bom sono noturno é ao final da tarde e no início da noite.
Cuidado com os estimuladores:
Os amantes do café, chá, chocolate e refrigerantes devem saber que os efeitos dos estimulantes destes produtos, consumidos em excesso, fazem-se presentes entre duas a quatro horas depois da ingestão. Ao ingerir substâncias que contenham estimulantes, ao final da tarde ou durante a noite, contribui-se para a diminuição da profundidade do sono e para o aumento dos possíveis Despertares Súbitos .
Não fume:
A nicotina é ainda mais estimulante do que a cafeína. Os fumantes têm dificuldades para dormir, despertam com facilidade e têm fases de sono profundo mais curtas. Comprovou-se que o fumante aumenta sua qualidade de sono quando deixa o hábito de fumar.
Beba com moderação:
Embora o álcool seja o mais antigo e mais popular sinônimo do sono, deve-se ter cuidado com a quantidade e com o horário em que o ingere. Muito álcool ao final da tarde retardará o sono e muito álcool no jantar provocará sono precoce. Em ambos os casos, o ciclo normal será alterado.
Busque qualidade e não quantidade:
Seis horas de sono profundo podem fazer com que você sinta-se melhor do que oito horas de sono leve e interrompido. Não se deve dormir mais do que o necessário. A medida será dada pelo quanto você irá sentir-se bem na manhã seguinte. Se você sentir que recarregou adequadamente suas baterias com seis horas de sono, não será porque você dormiu pouco e sim porque dormiu o suficiente.
Se você tem problemas para dormir à noite, não durma à tarde:
Muitas pessoas têm inclinação normal a tirar uma soneca após o almoço e, sem dúvida, isto avança com a idade. Mas, se ela atentar contra seu sono noturno, quando sentir sonolência durante o dia trate de evitar dormir realizando alguma atividade física que estimule a pulsação durante dez minutos, isto acelera o metabolismo, espantando o sono.
Deixe suas preocupações e planos para outro momento:
Antes de deitar-se escreva uma lista de coisas que deveria fazer, ou seus planos do dia seguinte. Tal tarefa irá tirar de seus ombros a responsabilidade de lembrar, isto relaxará seu inconsciente. Se seguir discutindo com eles e os mentalizando, não irá resolvê-los nem conseguirá relaxar.
Não se deite após ter comido em excesso ou sem ter comido:
Se comer muito antes de deitar-se, obrigará o sistema digestivo a trabalhar demais. Talvez sinta uma sonolência agradável, mas logo terá sensação de peso que não o deixará dormir bem. Por outro lado, se estiver fazendo dieta, não durma sem comer algo de baixa caloria. Não se pode tentar dormir quando se discute com o estômago. Todo tipo de incômodo orgânico ou físico contribui para o despertar súbito , evitando entrar em sono profundo.

Desenvolva um ritual de sono:
As crianças lêem ou escutam história e rezam suas orações antes de dormir. Você pode escolher seu ritual: escutar alguma música, relaxar os músculos, tomar uma ducha ou ler um livro pode ajudá-lo a conciliar o sono. O importante é que, uma vez escolhido o ritual, este deve ser repetido todas as noites.
Ambiente agradável:
Um ambiente agradável é fundamental. Deixe o quarto bem escuro, evite lugares barulhentos e, se possível, regule a temperatura. É fundamental um bom colchão, assim como bons travesseiros e roupas de cama, eles fazem grande diferença.

Atividades na cama:
Evite ler, falar ao telefone, trabalhar ou comer na cama. Ela não deve ser associada a outras atividades além de dormir. Isto garantirá um ato mecânico a seu organismo. Toda vez que o inconsciente começa a decodificar seu ritual para dormir, seu corpo imediatamente funcionará para que tudo esteja de acordo.

Relaxamento muscular:
Atos como banho quente (preferencialmente de banheira), sauna, alongamentos e massagens relaxam os músculos, o que ajuda bastante o sono durante a noite. Preferível que sejam feitos pouco tempo antes de deitar-se.
Outras dicas para um melhor descanso:
- Tome uma xícara de chá digestivo ou uma xícara de leite quente antes de deitar-se. Cuidado para não beber chá que possua cafeína;
- Respire profundamente cinco vezes e cada vez que o faça conte e pense: estou relaxando e lentamente dormirei , concentrando-se somente nesta mensagem;
- Se não conseguir dormir em dez minutos, levante-se, mude de ambiente, escute música, leia e somente volte para a cama se acredita que poderá dormir. Repita o método. Se passar outros dez minutos, volte a levantar-se;
- O objetivo é conseguir que seu cérebro associe a cama com um lugar onde se dorme. Existem outras formas utilizadas para conciliar o sono diminuindo as tensões e preocupações do cérebro: trate de auto-hipnotizar-se repetindo frases ou imaginando ver e seguir o movimento de um relógio de pêndulo;
- Proponha-se ficar acordado; talvez não consiga;
- Encurte o tempo que você consegue dormir:
- Faça jogos mentais, recorde textos, imagine objetos ou animais, jogando com uma cor repetitiva, recite o alfabeto e depois pense em nomes de pessoas que incidem com cada letra, recite palavras mudando as vogais;
- Utilize som de relaxamento tipo ioga.
Conheça as diversar interpretações do sonho no decorrer do tempo.

Século 8 a.C.:
Os gregos, como os babilônios e os egípcios, entendiam os sonhos como poderosas mensagens divinas. Por isso, construíram o templo de Asclépio, em Epidauro, onde os doentes dormiam e esperavam que um sonho lhes indicasse o caminho da cura.
Século 5 A.C.:
O filósofo grego Heráclito sugere que o mundo dos sonhos é individual, não sendo necessariamente resultado de influências externas, nem mesmo divinas.
Séeculo 3 A.C.:
Aristóteles, outro filósofo grego, propõe que os sonhos são reflexo do estado do corpo e, por isso, podem ser utilizados pelos médicos para diagnosticar doenças. Essa teoria é encampada por Hipócrates, pai da Medicina.
Século 1 A.C.:
O romano Artemidoro escreve Oneirocroticon, primeiro livro sobre a interpretação dos sonhos. Nesse trabalho de cinco volumes ele argumenta que as imagens sonhadas são reflexo da profissão do sonhador e de seu status social.
Séculos IV e V:
Pensadores cristãos, como Santo Agostinho (354-430) e São Jerônimo (342-420), retomam o conceito dos sonhos como eventos sobrenaturais e premonitórios. Há passagens na Bíblia que falam dos seus poderes proféticos. José, pai de Jesus, também teria sido avisado em sonho sobre a gravidez de Maria.
Séculos VI e VII:
O profeta Maomé (570-632) dava extremo valor aos sonhos. Recebeu, inclusive, grande parte do Alcorão de um delírio noturno. Também interpretava os sonhos de seus discípulos.
Século XIII:
A Igreja Católica passa a associar os sonhos, especialmente os eróticos, a obras do demônio. O alemão Martinho Lutero (1483-1546), fundador do Protestantismo, era um dos que partilhavam dessa opinião.
Século XVIII:
O filósofo alemão Johann Fichte lança a tese de que os sonhos revelam temores e desejos inconscientes.
Século XIX:
O psiquiatra austríaco Sigmund Freud (1856-1939) retoma a teoria dos desejos contidos, salientando a essência erótica dos sonhos. Objetos longos e pontiagudos representariam o pênis, enquanto os ocos simbolizariam a vagina. Em 1900, publica A Interpretação dos Sonhos.
Século XX:
Carl Gustav Jung (1875-1961) não identifica a origem da maioria dos sonhos em problemas sexuais ocultos. Acreditava que eles revelavam nossos mais profundos desejos, quaisquer que fossem. Também sugeriu a existência do inconsciente coletivo , parte da mente na qual estão depositadas as informações comuns a todos os humanos. Assim, tentava explicar o fato de pessoas de culturas opostas relatarem sonhos com significados praticamente iguais.
Especialistas em sono identificaram mais de cem diferentes distúrbios no sono que vão desde problemas menores até alguns que podem atentar seriamente contra a saúde.
Polissonografia: exame detalhado para descobrir os distúrbios do sono.
Passar uma noite num hospital cheia de fios pendurados pelo corpo e sendo observada o tempo todo. Parece coisa de Reality Show. Mas na verdade é a polissonografia, exame detalhado para descobrir os distúrbios do sono.
Este exame é realizado em laboratórios do sono. Os profissionais fazem de tudo para tornar o ambiente agradável: o colchão é confortável, pode-se controlar a temperatura, a iluminação e ainda é possível levar o seu próprio travesseiro. Assim, começa um exame capaz de detectar nada menos do que 87 distúrbios do sono.
A polissonografia detecta os seguintes distúrbios:
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Os distúrbios mais comuns são os seguintes:
Ronco:
Uma em cada oito pessoas ronca e os homens são mais propensos a ele do que as mulheres. De costas, a língua cai sobre a garganta e bloqueia o ar. Na realidade, quem ronca dorme mais placidamente. Mas, com certeza, seu eventual acompanhante não. Se o seu companheiro ronca, faça com que ele durma de lado ou que eleve sua cabeça apoiando-a sobre mais de um travesseiro. Outra sugestão é colocar dois calços de 10 cm nos pés da cama, para incliná-la um pouco, colocando a cabeça num nível mais alto que o corpo.
Apnéia:
O ronco prolongado e sonoro pode ser um alarme que indica a proximidade de um problema potencialmente fatal.
A pessoa com apnéia crônica durante o sono deixa de respirar por períodos de até dois minutos, dezenas de vezes em uma noite. A causa pode ser uma via respiratória obstruída ou uma interrupção de sinais nervosos entre o cérebro e o diafragma. A apnéia é perigosa, pois falta ao cérebro oxigênio necessário para o seu correto funcionamento. Sessenta por cento dos homens com mais de 50 anos sofrem de apnéia, que causa diminuição de atenção, concentração e memória. A obesidade aumenta o risco de tê-la e torna-se muito perigosa em pessoas com pressão arterial alta. Durante a apnéia, o indivíduo tem pequenos despertares que interrompem o sono, prejudicando o descanso.
Bruxismo:
Mais de 20% dos homens, mulheres e crianças rangem os dentes de forma inconsciente durante o sono. Algumas vezes o problema pode ser dental, mas na maioria das vezes é um problema nervoso. Há um método muito simples que vem causando satisfação para mais de 75% das pessoas afetadas por este distúrbio, quando praticado por um período de três semanas. Durante o dia, deve-se contrair as mandíbulas por um lapso de 5 a 10 segundos, para depois relaxá-las outros 5 segundos. A operação deve ser realizada dez vezes por dia. Existem também moldes plásticos confeccionados por dentistas que preservarão os dentes e evitarão ruídos.
Narcolepsia:
Sonolência diurna excessiva com tendência a dormir em horas inapropriadas. De origem genética, a doença pode estar associada a outros distúrbios do sono.
Síndrome das pernas inquietas:
Movimento irresistível dos membros inferiores, acompanhado de sensações de arrastamento das pernas.
Parassonias:
São decorrentes da ativação do sistema nervoso central. As mais comuns são despertar confusional, terror noturno e sonambulismo.
Sonambolismo:
Manifesta-se quando se caminha ou se fala dormindo. Três por cento dos adultos, sem distinção de sexo, caminham dormindo regularmente. Quinze por cento das crianças entre 6 e 12 anos (a maioria delas do sexo masculino) caminharam ao menos uma vez quando dormiam e 6% delas o fazem uma vez por semana. Este distúrbio apresenta-se durante a fase de sono mais profundo e um mal-funcionamento cerebral leva o indivíduo de um estado de inconsciência a uma zona de despertar psicológico parcial. Está demonstrado que o sonambulismo tem causa genética, assim como os pesadelos noturnos e a transpiração copiosa. Uma em cada cinco pessoas fala dormindo e isto produz-se durante a fase mais leve do sono. Não se produz uma conversa com sentido, mas sim palavras soltas e respostas sem sentido.
O ronco pode ser um aviso de que o seu coração corre um risco danado durante o sono.
A vibração: se o palato mole e a úvula (a “campainha”, no fundo da boca) estão muito próximos ou relaxados demais, eles vibram quando o ar passa. É o ronco.
O bloqueio: o palato, a úvula e mais o fundo da língua podem acabar obstruindo a faringe. Isso impede a passagem do ar e interrompe a respiração por até 40 segundos. Trata-se da apnéia.
O susto: quando o cérebro percebe que começa a faltar oxigênio, ordena uma descarga de um hormônio liberado em situações de perigo, a adrenalina. Ela acelera os batimentos cardíacos, aumenta a freqüência respiratória e contrai os vasos sanguíneos, o que leva a pressão às alturas. Pode ser o começo de um infarto ou um derrame.
Saiba mais sobre narcolepsia.
Excesso de sono também é capaz de indicar uma disfunção. A hipersonolência diurna é um problema que pode ter sérias conseqüências. A pessoa está mais sujeita aos acidentes domésticos, de trabalho e de trânsito e enfrenta dificuldades no rendimento escolar e nos relacionamentos sociais.
A hipersonolência, por sua vez, pode ser um dos principais indícios de um distúrbio conhecido como narcolepsia. De acordo com a literatura médica, ele afeta uma em cada 2 mil pessoas. Apesar de dormir a noite toda, o narcoléptico costuma ter acessos de sono incontroláveis durante o dia.
Não é fácil detectar a narcolepsia. A confusão é simples: normalmente ela aparece na adolescência, quando os jovens já têm uma tendência a dormir mais.
Apagar sem motivo durante o dia, despertar inúmeras vezes por frações de segundo à noite e ter sonhos que parecem assustadoramente reais são outros sintomas do mal.
Por isso, flagrar a narcolepsia é trabalho para uma bateria de exames. A avaliação inaugural é a polissonografia, que monitora o sono no decorrer de uma noite.
Ainda não existe uma cura para a narcolepsia. As pesquisas mais recentes pretendem encontrar uma substância capaz de imitar as funções do neurotransmissor em falta. Mas, para debelar os sintomas (e até para prevenir acidentes), existem remédios que diminuem a sonolência, mas para isso é preciso orientação médica.
TESTE

Você é sonolento?
A escala de Epworth é um teste muito usado pelos médicos para ajudar a descobrir a hipersonolência e a narcolepsia. Este teste foi criado pelo especialista australiano Murray Johs e tornou-se uma ferramenta essencial para o diagnóstico desses distúrbios. É só responder, de acordo com o gabarito, à pergunta:
Qual a probabilidade de você cochilar ou adormecer nas situações apresentadas?
1 Sentado e lendo:
a) Nenhuma chance
b) Chance pequena
c) Chance moderada
d) Chance alta.
2 Assistindo TV:
3 Sentado e quieto num lugar público, sem atividade (cinema, sala de espera, reunião).
4 Andando uma hora sem parar como passageiro de um trem, ônibus ou carro.
5 Se estiver de carro, enquanto pára por alguns minutos no trânsito intenso.
6 Deitado para descansar à tarde, quando as circunstâncias permitem.
7 Sentado, conversando com alguém.
8 Sentado calmamente após o almoço, sem ter tomado bebida alcoólica.
Se você tem problemas para dormir, consulte um médico especialista em doenças do sono. O Brasil possui várias clínicas epecializadas no assunto em suas principais capitais. Confira no site abaixo a mais próxima de você. www.sono.med.br

Os egípcios comparavam o fato de estar deitado em uma cama sem conseguir dormir com um inferno vivo”. A cada noite, milhares de homens e mulheres transitam por este reino de silencioso sofrimento e um em cada três adultos não consegue dominar seu cansaço e obter um descanso reparador.
A insônia é o termo mais utilizado para descrever um problema relacionado com o sono, podendo ser classificada em três categorias:
Transitória:
É a mais comum e geralmente manifesta-se em qualquer pessoa em momentos que antecedem um evento importante, como: um exame, uma entrevista de trabalho ou a final de um campeonato.
De curto prazo:
É a insônia que persiste durante várias semanas e nasce de uma situação de estresse ou de crise, tal como a doença de um membro da família ou a perda do emprego.
De longo prazo:
Denomina-se crônica e pode trazer sofrimento por meses e às vezes por anos.
Em todas as suas manifestações, a insônia envolve a pessoa em um círculo vicioso; sente-se muito preocupada por não poder dormir e não dorme porque está muito preocupada.
Em três categorias, a insônia pode ser tratada e curada. Não é aconselhável a automedicação.
E se a insônia supera a categoria de curto prazo, aconselha-se analisar a situação com um médico.
A cama é lugar para dormir. Algumas medidas simples são capazes de tornar o quarto um ambiente convidativo para o bem-dormir e afastar substâncias e atitudes estimulantes. É o que os médicos chamam de higiene do sono e de controle de estímulos. Evite assistir televisão no quarto. Ainda melhor é levar o aparelho para a sala. A luminosidade da tela é acusada de instigar a insônia em algumas pessoas.
Uma pesquisa concluída em junho na Universidade de Akita, no Japão, iluminou ainda mais a questão. Os médicos de lá descobriram que estudantes que jogavam videogame à noite tinham níveis menores de melatonina, o hormônio que induz ao sono.
No Japão, segundo um outro estudo recente, 53,7% dos usuários da Internet passaram a dormir mais tarde e 45% deles tiveram menos horas de sono.
Sete homens jovens, com uma média de 24,7 anos, para testar a relação entre luminosidade dos jogos eletrônicos e a dificuldade de pegar no sono.
O resultado, em resumo, aponta que jogar videogame em telas brilhantes suprime as alterações noturnas da concentração de melatonina e de outros indicadores do relógio biológico dos seres humanos.
O alongamento antes de dormir deveria fazer parte da rotina de todos, pois atua diretamente nos músculos, deixando-os relaxados. A sensação de desconforto e as dores provocadas pela tensão muscular dificultam o sono.
Se ainda estiver difícil pregar o olho, mesmo depois de tantas dicas, não há outra saída: saia da cama e vá fazer algo relaxante. Volte para lá apenas quando estiver sonolento, pois passar muito tempo acordado no leito, tentando dormir, não ajuda nada.
Outra atitude, digamos, sonoterapêutica é manter uma rotina regular, com horários certos para comer, tomar remédios ou praticar qualquer tipo de atividade. Métodos como a reflexologia, que trata-se de uma massagem nos pés utilizando o toque para fazer com que o organismo volte ao seu estado natural de equilíbrio e relaxamento.
A massagem pode contribuir para afastar os distúrbios do sono, pois ajuda a amenizar o estresse.
Também realizaram um estudo sobre técnicas de relaxamento e ansiedade, onde foram utilizados exercícios respiratórios da pranayama, a linha indiana da ioga. Percebeu-se que depois de três meses de treinamento o grupo observado teve uma redução no nível de ansiedade de 50,7 para 38,3, de acordo com um teste específico de mensuração, o Idate.
Indicar exercícios físicos ajuda a melhorar a qualidade do sono, mas fazemos uma advertência importante: evite essas atividades próximas ao horário de dormir. Para aqueles que não costumam praticar esportes, os treinos noturnos fortes podem causar insônia. O exercício provoca a liberação das cotecolaminas, como a noradrenalina, dopamina e adrenalina. São estimulantes que dificultam o adormecer.
Os músculos não acostumados com esforço podem chegar ao estágio de fadiga, o que é sinônimo de dor e desconforto.
Quanto maior a temperatura corporal, menor é a produção e a liberação da melatonina, hormônio que ajuda na indução do sono.
O colchão é determinante na qualidade do seu sono. Se ele não estiver de acordo com o seu biotipo ou estiver danificado por tempo de uso ou má qualidade, mesmo que você tenha todas as condições para dormir bem, não dormirá; se tiver algum tipo de variável que seja desfavorável, ele acentuará este problema. Portanto, não poupe esforços nestes dois acessórios: colchão e travesseiro.
É bom lembrar que o colchão é muito mais usado que o carro, o sofá, a televisão, o fogão, os sapatos, pois é usado durante toda a vida por 8 horas ininterruptas.
Como escolher o colchão?
- Procure lembrar na sua história de vida se você adaptou-se melhor nos de tipos macio ou firme. Depois se eram de espuma, mola ou caixa ortopédica (os três tipos mais comuns). Dê preferência ao modelo e tipo que você já possui hábito. Salvo se sua experiência vem sendo ruim.
- Todo colchão deve exercer uma função ortopédica para seu usuário. Para isto ocorrer precisamos combinar o colchão biotipo do usuário. Existem modelos que são polivalentes, ou seja: são ortopédicos para qualquer biotipo de usuário, porém é preciso consultar uma loja especializada. Cuidado, pois existem muitos colchões com apelo de ortopédico que não exercem uma função ortopédica, a exemplo de um modelo oriental vendido de porta em porta, o qual contraria o princípio básico de ortopedia.
Veja abaixo.
O que é colchão ortopédico?
Todo colchão deve ceder nas devidas proporções às curvaturas do corpo sem que o mesmo afunde como um todo, ou desproporcionalmente. Resumindo: quando deitamos num colchão que tem função ortopédica, seria como se deitássemos num local sem gravidade e o corpo ficasse flutuando, com as curvas de sua anatomia em perfeito estado, sem influência de qualquer força ou pressão. Imagine você deitado num colchão e um terceiro bater foto, após isto com um computador eliminarmos o colchão da foto e visualizarmos apenas você. Se a sua postura estiver natural, tipo flutuando no ar mantendo sua coluna em estado natural, certamente este colchão está exercendo uma função ortopédica, então podemos chamá-lo de colchão ortopédico.
Dormir em cima de uma tábua de madeira rígida revestida com uma fina camada de espuma é um crime para a anatomia do corpo.
Nos colchões de espuma:
Existem tabelas que indicam qual a densidade da espuma de poliuretano ideal para cada biotipo.
Diante disto, podemos afirmar que determinado colchão pode ser ortopédico para uma pessoa de 70 kg e 1,75, mas para uma pessoa de 100 kg e 1,80, não.
Nos colchões de mola:
Existem recursos como as molas bicônicas, que têm resistência progressiva, funcional como um feixe de mola. Ou seja, a resistência do colchão é proporcional ao peso da pessoa.
Assim, quanto mais peso se coloca sobre as molas, mais elas trabalham para oferecer uma resistência que estabilize o corpo numa posição confortável.
Pode-se ainda optar pelo sistema de molas pocket (são molas individuais). Este sistema se baseia no sistema de suspensão independente que é usado nos veículos, onde se uma das rodas sofre a pressão de uma pedra, esta roda se move, já as outras ficam no estado natural. No colchão ocorre o mesmo: se o ombro e o quadril são as partes mais proeminentes do corpo, as molas que os suportam sofrem variação, já as demais ficam intactas sustentando o corpo, dando total anatomia ao usuário.
Nos colchões de caixa ortopédica:
Certifique-se que o colchão possua no mínimo
3 cm de espessura na camada de espuma e no máximo 8 cm. Isto fará com que o corpo afunde nas devidas proporções no quadril e ombro e garantirá a anatomia durante o uso. As densidades devem variar entre 26 e 45.
Nos colchões de látex:
Têm o mesmo princípio da espuma. Dependerá da densidade, porém dificilmente você encontra a tabela de adequação de peso e altura, a qual para o látex é diferente da espuma de poliuretano.
Não tenha vergonha: teste o colchão
- Você deve optar pelo colchão após experimentá-lo na loja: teste experimentando em todas as posições de uso. É fundamental experimentar mais de um tipo para poder estabelecer um referencial. Tente imaginar usando-o todos os dias e após isto decida.

Muito rígido: entorta a coluna e pode machucar os quadris, os ombros e as coxas. Um colchão assim também exige muito dos músculos, quando eles deveriam repousar.

Muito macio: não dá a sustentação necessária para as partes mais pesadas do corpo, como os quadris, os ombros e as coxas. Em vez de moldá-las, ele afunda, desviando a coluna.

O melhor colchão: é firme, nem macio nem rígido demais, seja qual for o material do qual é fabricado. Nele, todas as curvas do corpo têm apoio e a coluna fica reta, sem ser forçada.
Conselhos para comprar:
- Saia para escolher com seu/sua companheiro/ companheira.
- Lembre-se de que será um bem compartilhado.
- Saia com tempo para escolher. Quando não esteja com pressa e sem outra necessidade, e disposto a ouvir. Esta decisão influenciará o resto de sua vida.
- Saia para escolher vestido comodamente e com um sapato fácil de tirar, para permitir que você possa deitar-se com facilidade.
- Não compre sem se deitar. Você não compraria um sapato sem prová-lo, nem uma cadeira sem sentar-se nela. Não é suficiente sentar-se ou tocar no colchão.
- Não tenha vergonha. Uma vez deitado, realize movimentos e depois fique tranqüilo por uns minutos, concentrando-se no que sente.
- Peça ao vendedor dados, folhetos, amostras e toda informação que possa comprovar os princípios básicos de saúde, conforto, estética e principalmente ortopedia.
- Pense em seu travesseiro. Seria bom mudá-lo também? Compre um produto que lhe dê o maior benefício. Compre um produto, não um preço. Compre o melhor produto que possa pagar. É um investimento do qual não se arrependerá.
- Não economize. Não deixe que 10% ou 20% a mais no preço façam com que leve um produto que pode se transformar numa dor de cabeça.
Procure uma empresa séria. Dar ouvidos a oportunistas interessados em obter uma venda significa risco, o qual você não precisa correr. Esta decisão de compra será fundamental para a sua qualidade de vida.
Como dormir?
A melhor maneira de dormir é aquela que permita o relaxamento total dos músculos, principalmente as musculaturas das costas, da região lombar, dorsal e cervical, as quais durante todo o dia não têm descanso.
Dormir de bruços: é proibido dormir de bruços, pois força o lombar e a cervical; acentua problemas de lordose, lombalgia e escoliose.
Barriga para cima: só aceito se colocado um almofadão embaixo dos joelhos, a fim de evitar lombalgia. O joelho semilevantado faz encaixar o quadril e compensar a lordose (curvatura da lombar). Utilizar travesseiro baixo, para não forçar a cabeça e a cervical.
Posição fetal: é a posição mais recomendada. Esta posição consiste em ficar de lado com as pernas levemente dobradas, o travesseiro deve preencher o espaço entre colchão, ombro e cabeça. Muitas
vezes um travesseiro entre os dois joelhos aumenta o conforto nesta posição. É a posição mais recomendada.
- Lombalgia: Contratura crônica da musculatura da lombar.
- Lordose: Curvatura acentuada da lombar acima da normalidade.
- Escoliose: Curvatura da coluna na forma de S, onde um dos ombros fica mais baixo que o outro, transformando a coluna num formato da letra S.
Travesseiro?
O travesseiro deve funcionar como instrumento de compensação, evitando que o peso da cabeça force a coluna cervical e sua musculatura. Portanto, o material definirá o nível de toque e conforto. Porém, deve-se estar atento para a espessura do travesseiro. Precisa ter a mesma espessura para preencher o espaço entre ombro e cabeça, a fim de não forçar a cervical.
Quando você sabe que está na hora de trocar seu colchão?
Todos temos o costume de não nos desfazermos de alguns objetos: chinelos, aquelas velhas sandálias ou o confortável paletó azul. É uma realidade que todos os bens vão tendo sua qualidade diminuída com o uso e o passar dos anos; um colchão, inevitavelmente, também. Como é difícil lembrar quando mudamos a última vez de colchão, sugerimos realizar o seguinte questionário, uma vez por ano, para garantir um correto descanso:
- Verifique a garantia de seu colchão. Interprete a garantia como validade, todo colchão que inspira sua garantia podemos entender que está sujeito a perder suas propriedades físicas. Portanto, um bom parâmetro é quando sua garantia está vencida, ou seja, já está na hora de trocar o colchão.
- A cobertura de seu colchão está suja, descolorida ou rasgada?
- A superfície de seu colchão está desnivelada?
- Há depressões nos perímetros ou nos lugares onde você senta regularmente?
- Hà algum desnível ou depressão em sua cama ou no box spring (lugar de apoio de seu colchão)?
- Sente seu colchão confortável em alguns lugares, porém não em outros?
- Quando voce se move sobre seu colchão, sente a base onde está apoiado?
- Quando se move sua cama oscila ou cambaleia? Ouve ruídos?
- Voce e seu/sua companheiro(a) rolam um em direção ao outro?
- Voce fica lutando por espaço para sentir-se mais confortável?
- Sentir-se-ia incomodado caso tivesse que mostrar seu colchão a um familiar, amigo ou vizinho?
Você pode utilizar uma densidade superior ao indicada para o seu biótipo, mas, evite utilizar uma densidade inferior aquela indicada à sua altura e peso.
*Preferencialmente.
A escolha para casais:
deve ser de acordo com o cônjuge que requeira maior densidade.
A escolha para recém-nascidos e crianças:
D18 é indicado para recém-nascidos e crianças até 3 anos.